O avanço da Inteligência Artificial na Educação

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Por Breno Alencar, Coordenador do NUPEC

No artigo de opinião “Eu, educadora: reflexões sobre o avanço da inteligência artificial na educação”, publicado na revista Convergências: estudos em Humanidades Digitais, Andréa Aparecida Rodrigues (2025) parte de uma questão que atravessa escolas, professores e estudantes: como enfrentar a chegada da IA sem perder a dimensão humana da educação?

A autora escreve a partir da experiência docente e da escola pública, articulando análise crítico-reflexiva, bibliografia recente e debate sobre ética, pedagogia e equidade. O texto observa que a IA pode personalizar aprendizagens, apoiar o planejamento e automatizar tarefas repetitivas, mas também pode reforçar desigualdades, ampliar formas de vigilância e reduzir estudantes a dados quando submetida à lógica das plataformas.

O ponto central do artigo é que a IA não substitui o professor. Ela pode ser aliada, desde que orientada por políticas públicas, formação docente, proteção de dados e compromisso democrático. Em diálogo com Freire (1996), a autora sustenta que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua construção.

Com Selwyn (2020), alerta que a tecnologia não é neutra. Com Noble (2018), lembra que algoritmos podem reproduzir discriminações. Já Holmes, Bialik e Fadel (2019) e UNESCO (2021) ajudam a pensar usos educacionais da IA voltados à inclusão.

Ao final, Rodrigues (2025) nos convoca a uma pergunta decisiva: a inteligência artificial será instrumento de emancipação ou de controle? Essa reflexão é fundamental porque recoloca a escola pública como espaço de resistência, mediação crítica e produção de humanidade em meio às transformações sociotécnicas do presente.

🇧🇷 A inteligência artificial avança na educação entre promessas e riscos. No artigo, Andréa Aparecida Rodrigues reflete sobre seus usos na escola pública, destacando potencial de apoio à aprendizagem, mas também desafios éticos, desigualdades, vigilância e perda de autonomia docente. A questão central permanece: a IA será instrumento de emancipação ou de controle?

🇬🇧 Artificial intelligence is advancing in education amid promises and risks. In the article, Andréa Aparecida Rodrigues reflects on its uses in public schools, highlighting its potential to support learning, but also ethical challenges, inequalities, surveillance, and the loss of teacher autonomy. The central question remains: will AI be an instrument of emancipation or control?

🇪🇸 La inteligencia artificial avanza en la educación entre promesas y riesgos. En el artículo, Andréa Aparecida Rodrigues reflexiona sobre sus usos en la escuela pública, destacando su potencial de apoyo al aprendizaje, pero también los desafíos éticos, las desigualdades, la vigilancia y la pérdida de autonomía docente. La pregunta central permanece: ¿será la IA un instrumento de emancipación o de control?

🇨🇳 人工智能正在教育领域迅速发展,同时带来希望与风险。安德烈娅·阿帕雷西达·罗德里格斯在文章中反思其在公立学校中的应用,强调其支持学习的潜力,也指出伦理挑战、不平等、监控以及教师自主性削弱等问题。核心问题依然存在:人工智能将成为解放的工具,还是控制的工具?

REFERÊNCIAS
RODRIGUES, Andréa Aparecida. Eu, educadora: reflexões sobre o avanço da inteligência artificial na educação. Convergências: estudos em Humanidades Digitais, Goiânia, v. 1, n. 8, p. 42–53, 2025. DOI: 10.59616/cehd.v1i8.2253.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

HOLMES, W.; BIALIK, M.; FADEL, C. Artificial Intelligence in Education: Promises and Implications for Teaching and Learning. Boston: Center for Curriculum Redesign, 2019.

NOBLE, S. U. Algorithms of Oppression: How Search Engines Reinforce Racism. New York: NYU Press, 2018.

SELWYN, N. Should Robots Replace Teachers? AI and the Future of Education. Cambridge: Polity Press, 2020.

UNESCO. AI and Education: Guidance for Policy-Makers. Paris: UNESCO Publishing, 2021.





Publicado em 09 de jul. de 2026 por Anaís Gusmão – Ascom/NUPEC

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