NUPEC RECEBE PRÊMIO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

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O Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura recebeu Menção Honrosa na categoria Perfil do Prêmio de Divulgação Científica da Associação Brasileira de Antropologia em sua 35a Reunião Anual, realizada em Goiânia.

Coordenadores do NUPEC, Breno Alencar e Kirla Ferreira, recebem o Prêmio de Divulgação Científica das mãos de Luciana Oliveira Dias, Presidenta da Associação Brasileira de Antropologia.

O Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura (NUPEC), vinculado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), Campus Belém, recebeu Menção Honrosa no III Prêmio de Divulgação Científica da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), na categoria “Perfis/Canais em redes sociais”. O reconhecimento foi concedido à proposta “Antropologia digital, formação profissional e excelência solidária na Amazônia: a prática da divulgação científica no Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura (NUPEC/IFPA)”, de autoria dos professores Breno Rodrigo de Oliveira Alencar e Kirla Korina Anderson Ferreira.

Publicação realizada em 2022
Publicação realizada em 2023
Publicação realizada em 2024

A proposta premiada apresenta a divulgação científica não como uma atividade complementar ou meramente promocional, mas como dimensão constitutiva da formação acadêmica e profissional. Em lugar de utilizar as redes sociais apenas como vitrines institucionais, o NUPEC procura convertê-las em espaços de mediação cultural, tradução conceitual, formação crítica e circulação social do conhecimento produzido em uma instituição pública situada na Amazônia.

O perfil do NUPEC no Instagram foi criado em março de 2021, no contexto das atividades do Projeto de Extensão Laboratório de Tradução do Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura (LABTEC). A iniciativa foi idealizada pelo professor Breno Rodrigo de Oliveira Alencar e pela então estudante do curso de Licenciatura em Letras Rayza Carolina Rosa dos Santos, com a participação da primeira equipe extensionista do Laboratório. Desde o início, a proposta buscou criar um canal capaz de traduzir pesquisas, conceitos e debates acadêmicos para uma linguagem acessível, sem abandonar o rigor científico.

Rayza Carolina Rosa, idealizadora do perfil @nupec_ifpa

A participação de Rayza Carolina Rosa dos Santos foi decisiva na concepção do perfil e na organização de suas primeiras atividades editoriais. Sua trajetória representa o princípio formativo que orienta o projeto: estudantes não são considerados apenas receptores ou público-alvo da divulgação científica, mas autores, tradutores, revisores, pesquisadores, editores e gestores dos processos de comunicação.

Atualmente, o perfil é administrado de forma colaborativa por estudantes do ensino médio integrado, da graduação e da pós-graduação do IFPA, Campus Belém, além de egressos e colaboradores vinculados a instituições externas, entre elas a Universidade Federal do Pará (UFPA). Essa composição confere caráter interdisciplinar à iniciativa, reunindo participantes das áreas de História, Letras, Geografia, Comunicação, Ciências Sociais, Informática, Desenvolvimento de Sistemas, Engenharia e campos afins.

Equipe de estudantes do Projeto de Extensão Laboratório de Tradução do NUPEC

A produção dos conteúdos segue um fluxo editorial sistemático. Os estudantes participam da elaboração dos textos, revisão acadêmica, produção de resumos, tradução para outros idiomas, seleção de imagens, edição de cards e carrosséis, publicação e acompanhamento das métricas digitais. As atividades são organizadas por meio de cronogramas e planilhas compartilhadas, com uso de ferramentas como Google Drive, Canva e Meta Business Suite.

Fluxo de Postagem do Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura

O objetivo central do projeto é democratizar o acesso ao conhecimento científico, especialmente aos debates relacionados à educação, à cibercultura, às tecnologias digitais, à antropologia, à comunicação e às transformações sociotécnicas contemporâneas. O trabalho também procura enfrentar barreiras linguísticas e institucionais que restringem o acesso de estudantes e professores à produção acadêmica nacional e internacional.

Nesse sentido, a tradução constitui uma das principais estratégias do LABTEC. Ao traduzir e divulgar textos originalmente publicados em língua estrangeira, o Laboratório amplia o acesso a bibliografias especializadas e permite que públicos não proficientes em outros idiomas participem de debates contemporâneos sobre cultura digital, educação, mídia e sociedade. A tradução é compreendida, assim, como prática de inclusão acadêmica e democratização do conhecimento.

Os resultados alcançados demonstram a abrangência da iniciativa. Ao longo de sua trajetória, o LABTEC realizou 26 traduções acadêmicas, produziu 12 resenhas e participou da elaboração de mais de 450 publicações para o site e as redes sociais do NUPEC. Considerando o conjunto do ecossistema digital do núcleo — formado pelo site, Instagram, Facebook, X, YouTube, Threads, TikTok, canal de WhatsApp e Jornal Digital — foram contabilizadas 739 publicações e um alcance estimado em aproximadamente 2 milhões de visualizações e interações.

A experiência de divulgação científica está integrada a uma trajetória mais ampla de formação. Entre 2019 e 2025, o NUPEC aprovou 32 projetos de pesquisa, 13 projetos de extensão e dois projetos de ensino, envolvendo 143 estudantes e a implementação de 57 bolsas. O núcleo também registrou participação em 58 eventos acadêmicos, realização de 17 oficinas e produção de artigos, livros, capítulos, traduções, resenhas, trabalhos de conclusão de curso, monografias e projetos de mestrado.

O prêmio concedido pela ABA representa o segundo reconhecimento público diretamente relacionado à experiência do perfil e do LABTEC. Em 2025, o projeto foi premiado no I Congresso de Extensão do IFPA e no I Encontro dos Agentes Territoriais de Cultura da Região Norte, recebendo o reconhecimento destinado às experiências extensionistas de destaque. A nova premiação amplia a projeção do projeto no campo nacional da divulgação científica e confirma a relevância de uma iniciativa criada e desenvolvida no IFPA, Campus Belém.

A coordenação do NUPEC registra agradecimento especial à Diretoria de Extensão do IFPA, Campus Belém, e à Pró-Reitoria de Extensão do IFPA, cujo apoio institucional e financeiro assegurou a continuidade das atividades. Por meio dos editais do Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX) e do PROEXTENSÃO, foram viabilizadas bolsas, auxílios estudantis, recursos de custeio, aquisição e manutenção de equipamentos, oficinas formativas e condições materiais para a produção dos conteúdos.

O reconhecimento nacional deve ser compreendido, portanto, também como resultado das políticas institucionais de extensão do IFPA. A manutenção continuada dos editais permitiu que o LABTEC se consolidasse como ambiente permanente de formação, assegurando a participação de estudantes em diferentes condições socioeconômicas e níveis de ensino.

A coordenação agradece, ainda, aos estudantes, bolsistas, voluntários, egressos e colaboradores que participaram das diferentes etapas do projeto desde sua criação. A premiação pertence a uma comunidade formada por sucessivas gerações de estudantes que contribuíram para a escrita, tradução, revisão, edição e circulação pública dos conteúdos.

Em 2026, o LABTEC inicia uma nova etapa de internacionalização. A atual edição do projeto de extensão amplia sua abrangência por meio de parcerias com o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e a New York University (NYU). A proposta prevê a tradução e preparação editorial de capítulos da coleção Antropologia na Educação Básica, a tradução de artigos produzidos pelo NUPEC para submissão a periódicos internacionais, a realização de oficinas formativas e a produção de novos conteúdos digitais.

A parceria representa a passagem de uma experiência inicialmente criada para atender demandas locais de divulgação científica e formação estudantil para uma rede de cooperação nacional e internacional. A iniciativa pretende ampliar a circulação da produção científica amazônica, promover intercâmbios entre estudantes e pesquisadores e fortalecer a inserção do IFPA em debates internacionais sobre educação, antropologia, humanidades digitais e comunicação pública da ciência.

Ao reconhecer o trabalho desenvolvido pelo NUPEC e pelo LABTEC, a Associação Brasileira de Antropologia valoriza uma experiência que articula extensão, pesquisa, ensino, inclusão social e formação profissional. A premiação evidencia que estudantes de uma instituição pública da Amazônia podem ocupar, de maneira crítica, criativa e qualificada, os ambientes digitais e contribuir para a construção de uma ciência mais acessível, democrática e socialmente comprometida.

Ascom/NUPEC

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