NUPEC presente em Congresso Internacional

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O Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura (NUPEC) esteve presente no XXI Congresso Internacional das Jornadas de Educação Histórica ocorrido na Universidade Federal de Alagoas, Maceió, entre os dias 27 a 30 de julho.

Na oportunidade o Bolsista de Iniciação Científica e estudante do curso de Licenciatura em História do IFPA/Campus Belém, Daniel Carvalho, cujo projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), apresentou sua comunicação “A Gripe Espanhola e os efeitos na educação brasileira (1918-1919)” no Painel 7 “Educação Histórica, Negacionismos e pandemias”.

A comunicação apresentada por Daniel teve como objetivo mostrar os efeitos da Gripe Espanhola, ocorrida entre os anos de 1918 e 1919, na educação brasileira, e de maneira mais específica abordar os mecanismos político/sociais que levaram à promulgação do Decreto Federal 3603/1918, responsável pela suspensão das aulas em todo território nacional.

Para a realização desta pesquisa, o bolsista realizou consulta a publicações acadêmicas sobre os impactos da pandemia da Gripe Espanhola na educação brasileira presentes no acervo do Google Acadêmico, bem como a jornais cadastrados no banco de dados da Hemeroteca Digital Brasileira, por meio da combinação de palavras-chave relativas ao tema e com recorte temporal situado entre 1918 e 1919. Com base nesta metodologia, foram encontradas 140 publicações com o descritor Gripe Espanhola no Brasil, dos quais 20 abrangiam a educação no período 1918/1919. Também foram identificadas 30 matérias em jornais acerca do tema. Para a análise destes dados foi utilizada a revisão bibliográfica, seguida de fichamentos e resumos e, por fim, a análise de conteúdo com base nas recomendações de Lakatos e Marconi (1992) e Bardin (1994), respectivamente.

Com base nesta metodologia a pesquisa conseguiu traçar um panorama geral dos efeitos da pandemia sobre a educação brasileira, dentre as quais: a) o ano letivo foi interrompido semanas antes do decreto federal, cuja a promulgação respondeu mais a pressão social do que razões sanitárias e profiláticas, b) não foram apresentadas alternativas ao prejuízo educacional causado pelo recesso escolar; e c) uma parcela dos professores atuou na linha de frente de combate à pandemia, seja entregando doações de alimentos a estudantes e suas famílias, seja colaborando com as enfermarias em que foram transformadas suas salas de aula.

Destacamos que esta a segunda apresentação internacional de Daniel, que também abordou o tema no Seminário Internacional de Linguagens, Culturas, Tecnologias e Inclusão (II SILICTI) ocorrido em abril deste ano no IFPA/Campus Castanhal.

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