Por Breno Alencar, Coordenador do NUPEC
Quando a inteligência artificial nos ajuda a pensar, quem continua responsável pelos caminhos do pensamento? Partindo dessa questão, o trabalho de Alejandro Knaesel Arrabal e Maria Eduarda Bernardes França, analisa um paradoxo central da cultura digital: as tecnologias prometem ampliar nossa eficiência, mas também podem intensificar formas de dependência cognitiva.
A questão não é rejeitar a inteligência artificial, mas compreender como ela reorganiza nossas práticas de aprendizagem, decisão, escrita, pesquisa e interação social. Ao discutir autonomia, criticidade, metacognição e tecnologia, o estudo mostra que o uso indiscriminado de plataformas baseadas em IA pode fragilizar a capacidade humana de refletir sobre os próprios processos de pensamento.
A IA pode ser compreendida como extensão da cognição humana e até como um “alter social” capaz de provocar novas perguntas, tensionar certezas e ampliar repertórios. Mas isso só ocorre quando o usuário deixa de ser mero consumidor de respostas e assume uma postura ativa, investigativa e reflexiva diante dos sistemas inteligentes.
Mas isso só ocorre quando o usuário deixa de ser mero consumidor de respostas e assume uma postura ativa, investigativa e reflexiva diante dos sistemas inteligentes. Em tempos de aceleração digital, infodemia e automação das decisões, formar sujeitos capazes de avaliar, questionar e regular seus próprios modos de aprender torna-se um desafio educacional, político e civilizatório.
A leitura do artigo é um convite para pensar a IA não como ameaça inevitável nem como solução mágica, mas como mediação sociotécnica que exige responsabilidade humana, criticidade e compromisso com a autonomia cognitiva.

🇧🇷 Quando a inteligência artificial nos ajuda a pensar, quem continua responsável pelos caminhos do pensamento? Este é um paradoxo central da cultura digital. Ou seja, as tecnologias prometem ampliar nossa eficiência, mas também podem intensificar formas de dependência cognitiva. Ao relacionar autonomia, pensamento crítico e metacognição este texto propõe o uso reflexivo da IA como caminho para formar sujeitos capazes de pensar sobre o próprio pensamento.
🇬🇧 When artificial intelligence helps us think, who remains responsible for the course of our thoughts? This is a central paradox of digital culture. In other words, while technologies promise to increase our efficiency, they can also intensify forms of cognitive dependence. By linking autonomy, critical thinking, and metacognition, this text proposes the reflective use of AI as a means of fostering individuals capable of reflecting on their own thinking.
🇪🇸 Cuando la inteligencia artificial nos ayuda a pensar, ¿quién sigue siendo responsable de los caminos del pensamiento? Esta es una paradoja central de la cultura digital. Es decir, las tecnologías prometen aumentar nuestra eficiencia, pero también pueden intensificar formas de dependencia cognitiva. Al relacionar la autonomía, el pensamiento crítico y la metacognición, este texto propone el uso reflexivo de la IA como un camino para formar sujetos capaces de pensar sobre su propio pensamiento.
🇨🇳 当人工智能帮助我们思考时,谁仍然对思想的路径负责?这是数字文化中的一个核心悖论。也就是说,技术承诺提升我们的效率,但也可能强化各种形式的认知依赖。通过将自主性、批判性思维和元认知联系起来,本文提出,应以反思性的方式使用人工智能,作为培养能够思考自身思维过程的主体的一条路径。
REFERÊNCIAS
ARRABAL, Alejandro Knaesel; FRANÇA, Maria Eduarda Bernardes. O DESAFIO DA AUTONOMIA COGNITIVA HUMANA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Convergências: estudos em Humanidades Digitais, [S. l.], v. 1, n. 8, p. 142–159, 2025. DOI: 10.59616/cehd.v1i8.2272. Disponível em: https://periodicos.ifg.edu.br/cehd/article/view/2272. Acesso em: 3 jun. 2026.
IWASE, Yuichiro. Pinterest, [s. d.]. Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/11118330334217070/. Acesso em: 3 jun. 2026.
OPENAI. ChatGPT. OpenAI, 2026. Disponível em: https://chat.openai.com/. Acesso em: 3 jun. 2026.
DEEPL. DeepL Tradutor. DeepL, 2026. Disponível em: https://www.deepl.com/pt-BR/translator. Acesso em: 3 jun. 2026.
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Publicado em 04 de jun. de 2026 por Anaís Gusmão – Ascom/NUPEC






