#TBT PARABÉNS EDUARDA DIAS

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A trajetória acadêmica de Eduarda Beatriz Campos Dias, estudante da Licenciatura em História do Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Belém, ganhou um novo capítulo no dia 11 de agosto de 2026, com a defesa do Trabalho de Conclusão de Curso “Família, autoritarismo e polarização política: reconfigurações na era digital”.

Realizada no Centro de Memória da Amazônia (CMA/UFPA), em Belém, a sessão reuniu familiares, amigos e integrantes da comunidade acadêmica e marcou a conclusão de um percurso construído entre a graduação, a iniciação científica e as atividades desenvolvidas no Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura (NUPEC/IFPA).

Orientado pelo professor Breno Rodrigo de Oliveira Alencar, o trabalho foi avaliado pelos professores Cristina Donza Cancela, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Heraldo de Cristo Miranda, do IFPA. Ao final da sessão, Eduarda foi aprovada com média 9,5 e indicação para publicação.

O TCC investiga a família para além de sua representação como espaço de harmonia e proteção, analisando-a também como lugar de hierarquias, conflitos, silenciamentos e disputas políticas. A pesquisa articula História da Família, Antropologia do Parentesco, Ditadura Civil-Militar brasileira e os resultados de estudos sobre conflitos político-ideológicos em grupos familiares de WhatsApp durante as eleições de 2018 e 2022.

A qualidade da pesquisa e da escrita foi destacada pelos avaliadores. Para Cristina Donza Cancela, trata-se de “um trabalho de alguém muito maduro”, resultado de um esforço intelectual capaz de mobilizar bibliografias sobre família, ditadura e redes sociais. A professora também chamou atenção para a amplitude da investigação e apresentou sugestões metodológicas importantes para seu futuro desenvolvimento.

Heraldo de Cristo Miranda destacou a clareza da escrita e afirmou que “fazia tempo que eu não li uma introdução tão clara”. Ao refletir sobre a trajetória formativa da estudante, acrescentou: “a gente tem realmente uma historiadora”, ressaltando como as experiências de ensino, pesquisa e participação acadêmica se encontram presentes no trabalho final. Para o professor, o texto possui ainda um “fôlego de escrita fabuloso” e demonstra domínio na articulação de diferentes referenciais.

As observações da banca também indicaram caminhos para o aprofundamento da pesquisa, especialmente quanto às relações entre diferentes temporalidades, aos limites da comparação entre Ditadura Civil-Militar e conflitos políticos contemporâneos e ao refinamento metodológico da análise dos grupos familiares digitais. As críticas foram acompanhadas do reconhecimento de que se tratava, nas palavras dos avaliadores, de um trabalho de conceito “excelente”.

A defesa representa o resultado de uma trajetória iniciada ainda durante a graduação. Ingressante da Licenciatura em História em 2020, Eduarda encontrou na iniciação científica um espaço para desenvolver seus interesses pela pesquisa, pela Antropologia e pelos estudos sobre política e tecnologias digitais. Participou do projeto “Parentesco, política e redes sociais”, experiência que deu origem à base empírica posteriormente incorporada ao TCC. A continuidade dessa agenda integrou ainda projeto de pesquisa financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Sua trajetória também inclui apresentação de trabalhos em eventos acadêmicos. Durante a defesa, o orientador recordou que Eduarda foi a primeira estudante da Licenciatura em História do Campus Belém, sob sua orientação, a apresentar trabalho em um evento científico nacional, ao participar do Simpósio Nacional de História. A experiência acumulada em projetos e eventos constitui aquilo que a própria banca destacou como parte do “currículo invisível” da formação universitária.

Para o orientador, a conclusão do TCC deve ser compreendida como uma etapa, e não como encerramento dessa trajetória. As questões formuladas durante a banca fornecem agora subsídios para uma proposta de mestrado, na qual Eduarda pretende aprofundar o estudo da família como espaço de conflitos, relações de poder, memória e disputas políticas.

O NUPEC agradece especialmente ao Centro de Memória da Amazônia, da Universidade Federal do Pará, pela parceria e pela cessão do auditório para a realização da defesa. A acolhida possibilitou que esse importante momento de formação acadêmica fosse compartilhado com familiares, amigos, professores e pesquisadores.

Mais que a conclusão de uma etapa curricular, a defesa evidencia a importância da iniciação científica na formação de estudantes de graduação, da orientação continuada e da construção de redes acadêmicas capazes de transformar perguntas surgidas durante o curso em projetos de pesquisa com potencial de continuidade, publicação e formação em nível de pós-graduação.

Parabéns, Eduarda Beatriz Campos Dias, pela aprovação e pela trajetória construída na Licenciatura em História do IFPA!

Publicado em 27 de ago. de 2026 por Anaís Gusmão – Ascom/NUPEC

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