EDIÇÃO ESPECIAL – 19 de abril | Dia dos Povos Indígenas

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No Dia dos Povos Indígenas, o NUPEC convida à reflexão sobre o direito de re(existir) também no território digital. Em uma sociedade cada vez mais atravessada por algoritmos, a presença indígena nas redes sociais, nos smartphones e nas geotecnologias não significa perda de identidade. Ao contrário: revela a atualização de estratégias históricas de memória, visibilidade e resistência.

É preciso romper com a ideia de que a tecnologia nasce apenas nos centros hegemônicos. Para os povos originários, a oralidade sempre foi uma tecnologia sofisticada de transmissão de saberes, uma memória viva que atravessa gerações e sustenta modos de existência.

Ao ocuparem o ciberespaço, os povos indígenas afirmam cidadania, produzem narrativas próprias e denunciam violências. No Brasil, esse debate também se relaciona ao direito à comunicação, à privacidade e à liberdade de expressão, garantias fundamentais do Marco Civil da Internet.

Mas essa presença não ocorre sem disputa. Ela enfrenta formas de epistemicídio digital e colonialismo informacional, que tentam deslegitimar identidades indígenas e transformar dados, experiências e territórios em recursos exploráveis.

Defender o direito à tecnologia, portanto, não é apenas defender acesso. É afirmar que o digital também pode ser território de autonomia, resistência e Bem Viver.

Publicado em 19 de abr. de 2026 por Breno Alencar – Coordenador do NUPEC

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