IA na Educação Profissional: os principais resultados da pesquisa do NUPEC

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Por Flávia Batista, Resenhista do NUPEC

Como os estudantes usam inteligência artificial para aprender — e o que fazem quando ela oferece respostas prontas? Essas perguntas orientaram a pesquisa do Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura (NUPEC/IFPA), no Campus Belém, vinculada ao Edital nº 06/2025 – PIBICTI/PROPPG/IFPA/CNPq. A investigação analisou 79 questionários válidos e 12 entrevistas semiestruturadas com estudantes do ensino médio.

Os resultados mostram que 87,3% dos participantes utilizam alguma ferramenta de IA. O ChatGPT foi citado por 78,5% e o Gemini por 46,8%. Para 67,1%, o smartphone é o principal dispositivo de estudo; 88,6% não possuem assinatura paga. As finalidades mais frequentes são compreender conteúdos ou tirar dúvidas (83,5%) e resumir textos (58,2%). Usar IA, porém, não significa necessariamente copiar: 46,8% dizem utilizar a resposta como base e reescrevê-la com suas palavras.

29,1% fazem algumas alterações; e 3,8% a reproduzem integralmente. Apenas 43% afirmam verificar sempre ou frequentemente as informações em fontes confiáveis. Na relação com a escola, 63,3% relatam ter recebido orientação docente sobre uso ético, mas somente 11,4% identificam a exigência de declarar o uso da IA nos trabalhos. Ao mesmo tempo, 75,9% defendem que a escola ensine práticas responsáveis, com regras de autoria e checagem.

As entrevistas mostram tanto possibilidades de apoio ao estudo quanto dúvidas sobre confiabilidade e dependência de respostas prontas. A pesquisa não mede efeitos causais da IA sobre o desempenho escolar: apresenta experiências e impactos percebidos. Na perspectiva da Teoria Crítica da Tecnologia, o desafio vai além de permitir ou proibir ferramentas.

É formar estudantes capazes de questionar respostas, conferir fontes, produzir com autoria e decidir quando e como recorrer à IA. Como produto educativo, a equipe elaborou a cartilha “IA na escola: use com consciência”. O relatório contribui para o debate sobre formação integral, mediação pedagógica e desigualdades de acesso à tecnologia na educação pública amazônica.

🇧🇷 Pesquisa do NUPEC/IFPA com 79 questionários válidos e 12 entrevistas: 87,3% dos estudantes usam IA e 83,5% recorrem a ela para entender conteúdos ou tirar dúvidas. Embora 63,3% relatem orientação docente, apenas 11,4% identificam exigência de declarar o uso em trabalhos. Os resultados destacam a importância da autonomia, da verificação das respostas e de regras claras na escola.

🇬🇧 A NUPEC/IFPA study with 79 valid questionnaires and 12 interviews found that 87.3% of students use Al, and 83.5% use it to understand school subjects or clarify doubts. Although 63.3% report receiving teacher guidance, only 11.4% say they must disclose Al use in schoolwork. The findings highlight the need for autonomy, fact-checking and clear school guidelines.

🇪🇦 Una investigación del NUPEC/IFPA, basada en 79 cuestionarios válidos y 12 entrevistas, muestra que el 87,3 % del alumnado usa IA y el 83,5 % la emplea para comprender contenidos o aclarar dudas. Aunque el 63,3 % recibe orientación docente, solo el 11,4 % identifica la obligación de declarar su uso en los trabajos escolares. Los resultados destacan la autonomía, la verificación de información y las reglas claras.

🇨🇳 NUPEC/|FPA7912. , 87.3% 11.4%认为学校要求在作业中说明人工智能的使用情况。研究强调自主思考、信息核查及明 确校内规范的重要性。

REFERÊNCIAS
FEENBERG, Andrew. Transforming technology: a critical theory revisited. Oxford: Oxford University Press, 2002.

MOSSIN, Eduardo André et al. Reflexões sobre a inteligência artificial à luz dos fundamentos da educação profissional e tecnológica. Educação em Revista, Belo Horizonte, 2025.

SANTAELLA, Lucia. Humanos hiper-híbridos: linguagens e cultura na segunda era da internet. São Paulo: Paulus, 2021.





Publicado em 29 de out. de 2026 por Anaís Gusmão – Ascom/NUPEC

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